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Descarte de resíduos

Os materiais estéreis, rochas, rejeitos, lama e outros resíduos do processo de mineração são acomodados em locais predefinidos em função do espaço disponível, das características do material e do terreno. Tanto no Projeto Codemin II como no Projeto Barro Alto foram estudados e definidos locais para deposição do estéril e previstos programas de drenagem desses depósitos e de revegetação.

Há monitoramentos da qualidade e vazão de água no entorno – a montante e jusante – desses depósitos para a identificação de possíveis focos de contaminação ou carregamento de partículas sólidas para cursos d’água. A jusante desses depósitos, quando aplicável, são construídas bacias de contenção de sedimentos.

Em Niquelândia, as atividades de mineração estão paralisadas, de forma que não houve geração de estéril em 2009. Como o estéril é o próprio solo e não há tratamento químico, como lixiviação ácida, por exemplo, não há necessidade de estudos específicos. Nas serras, como o minério é aflorante, não é gerado estéril de mina.

A escória da Codemin é um silicato de magnésio – classificado pela NBR 10004 como resíduo inerte após os testes de lixiviação e solubilização. Portanto, é depositado de forma controlada segundo as normas da ABNT para resíduos inertes e não inertes. Em Ouvidor, a escória produzida no processo de metalurgia do nióbio é estocada em depósito controlado, seguindo as normas do CNEN. O material contém urânio e tório e é considerado resíduo de mineração contendo radioatividade. Dessa forma, a empresa desenvolve procedimentos para estocagem, inspeções periódicas e monitoramento das águas superficiais e subterrâneas.

As barragens de rejeito são estruturas de solo compactado, construídas para o recebimento e o confinamento dos rejeitos provenientes do beneficiamento do minério. Em geral, a maior parte do material é despejada nos reservatórios das barragens, sendo o material sólido separado por decantação e a fase líquida eliminada por infiltração no solo, evaporação e extravasão. Para todas as barragens há programas de inspeção e monitoramento (piezômetros) de sua estabilidade.

Há monitoramentos de águas superficiais e subterrâneas em sua área de influência, além de planos de emergência e de fechamento. Em 2009, a lama e os rejeitos gerados em Ouvidor passaram a ser encaminhados para novas barragens impermeabilizadas.

Em Niquelândia, não se produz lamas no processo.

O pó recolhido nos exaustores era depositado em uma barragem em forma de polpa. Com o projeto Codemin II, todo esse pó passou a ser recirculado para aproveitamento do níquel contido nele e não é mais depositado na barragem. Aos poucos, o passivo tem sido retomado para alimentação no processo