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Governança Corporativa

Agilidade e eficiência

Até dezembro de 2009 não houve alterações significativas para a governança da Anglo American Brasil, responsável pelo desempenho descrito no escopo deste relatório. Apenas houve a saída de dois diretores do corpo diretivo, responsáveis pelas áreas de Marketing e Novos Negócios e Otimização de Ativos, respectivamente. A decisão foi então definir um novo Diretor de Marketing e direcionar a função de Otimização de Ativos à Diretoria Técnica e de Operações, aproximando-a do comando das unidades.

No final de outubro de 2009, foram anunciadas a reestruturação global do Grupo, com a extinção imediata da camada decisória entre a sede e as unidades de negócios (nível de divisão), e a intenção de venda de unidades não estratégicas, como as de nióbio e fosfato. Embora a unificação dos ativos a serem vendidos tenha sido feita de imediato – na unidade de Nióbio e Fosfato, denominada de Other Mining Business (Outros Negócios de Mineração) –, a definição de seu comando em cada região ocorreu apenas em dezembro.

Até o momento da concretização da venda, a unidade de Nióbio e Fosfato (Mineração Catalão e Copebrás) continuará integrando o portfólio da Anglo American, deixando apenas de fazer parte da estratégia de negócios da empresa no Brasil, agora totalmente focada em níquel e minério de ferro. Paulo Castellari-Porchia foi nomeado principal executivo da nova unidade de Nióbio e Fosfato, cujo escritório corporativo está sediado em Cubatão (SP). Os empregados do escritório de São Paulo que trabalham para essa nova unidade de negócios serão transferidos para Cubatão no primeiro trimestre de 2010.

A nova unidade de negócio Níquel passa a contar com uma estrutura mais ágil e eficiente e se concentrará exclusivamente nas operações de níquel no Brasil – representadas pela Codemin e pelo Projeto Barro Alto, ainda em construção – e na Venezuela, representadas pela Minera Loma de Níquel. Além disso, a nova unidade está administrando os estudos de viabilidade para as reservas de Jacaré, no Pará, e Morro Sem Boné, em Mato Grosso, enquanto se mantém focada na possibilidade de encontrar novos negócios de níquel, estejam eles onde estiverem em termos globais.

Suspensão da integração dos escritórios

Com a consolidação do projeto Minas-Rio, em 2009, a Anglo American analisou que, por possuir duas unidades de negócios diferentes no Brasil (níquel e minério de ferro), deveria estudar a unificação de seus escritórios corporativos – localizados em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Mas a demora na implantação dessa mudança – o processo ocorreu ao longo de aproximadamente cinco meses – e a publicação de notícias não autorizadas na imprensa mineira geraram um desgaste para os empregados dos maiores escritórios – São Paulo e Rio de Janeiro –, o que desencadeou um período de extrema incerteza.

Ao final de 2009, durante visita ao Brasil, a Presidente Mundial do Grupo Anglo American, Cynthia Carroll, comunicou a suspensão da unificação pelo período de um ano. Mas ficou definido que os escritórios corporativos de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte passariam a trabalhar com mais sintonia e sinergia entre seus diferentes departamentos.

Com a eliminação da camada decisória entre a sede e as unidades de negócios (nível de divisão) foram fortalecidos vários departamentos regionais, que passaram a se reportar a Londres e a atuar no âmbito do Brasil ou mesmo da América Latina. Exemplos desses departamentos regionais são a área tributária, a de Supply Chain (Cadeia de Suprimentos) e a tesouraria.

Já a área da Comunicação foi sendo estruturada nos últimos anos e atingiu, em 2009, o status de área estratégica de consolidação de projetos, com metas e mensuração de suas atividades e resultados. No âmbito do plano estratégico da comunicação foi definida a permanência dos seis Valores da Anglo American em campanhas da empresa, eventos e veículos internos.

Parte desse trabalho de estruturação também se traduziu no lançamento do Sistema Integrado de Comunicação Interna, que resultou em mudanças e inovações, como a revisão dos temas apresentados pelo Jornal Mural e pelo Jornal da Anglo e a criação do informativo Agora Corporativo, entre outros. Em 2009, o Sistema entrou em fase de avaliação e monitoramento, que aconteceu com a participação das lideranças e parte dos empregados por meio de consultas por formulários de feedback e entrevistas realizadas pela área de Comunicação.