Desempenho 2009
2009: ano de contrastes
Em 2009, houve uma redução de 50% nos investimentos globais do Grupo Anglo American. No Brasil, os desafios para os negócios foram significativos, o que reforçou a utilização de iniciativas promotoras de ganhos, como os programas de Otimização de Ativos e Supply Chain (Cadeia de Suprimentos).
O mercado de fosfato e, por consequência, o de fertilizantes sofreram um grande impacto no início da crise, com a queda acentuada nos preços da matéria-prima e o acúmulo de estoques, além de um recorde de produção, o que gerou prejuízos para o resultado anual desse negócio. A Copebrás registrou um prejuízo operacional de US$ 40 milhões, principalmente devido à redução nos preços dos fertilizantes, parcialmente compensada por um aumento de 30% no volume de vendas, que atingiu 1,06 milhão de toneladas em decorrência das boas condições climáticas do segundo semestre de 2009 e dos baixos preços dos fertilizantes. A previsão para esse setor em 2010 é que ocorra uma recuperação nos preços e nas vendas.
A crise influenciou negativamente o resultado financeiro da Anglo American, gerando uma redução de aproximadamente 80% nos lucros, ou cerca de R$ 200 milhões. Apesar desse recuo, o programa de Otimização de Ativos (AO – Asset Optimization) gerou ganhos da ordem de US$ 140 milhões (ou R$ 247,8 milhões, considerando-se a cotação de R$ 1,77, de abril de 2010) devido a aperfeiçoamentos implantados nos setores operacionais, como o programa de instalações eletromecânicas no Projeto Barro Alto e o Projeto Tailings – que recupera nióbio a partir dos rejeitos de fosfato e foi implantado nas operações de fosfatados e ferronióbio em Catalão. Também foram registrados ganhos nas negociações da área de compras devido ao Supply Chain, principalmente com a construção da nova planta em Barro Alto. Nas operações de níquel, os ganhos alcançaram cerca de US$ 51 milhões. Já nos negócios de nióbio e fosfatados, os ganhos obtidos somaram US$ 88 milhões.
A despeito das dificuldades, foi registrado um recorde histórico na produção do superfosfato em agosto, e as metas do mercado de níquel foram atingidas. No auge da crise financeira, o valor do níquel chegou a ser negociado por US$ 9.700 a tonelada (a média de preço do metal em 2009 ficou em cerca de US$ 14.600 a tonelada). A quebra de um forno na Venezuela reduziu a produção daquele país e alavancou as vendas de níquel pelo Brasil, o que fez com que a produção fosse escoada conforme o previsto. No final de 2009, o valor do metal já atingia US$ 18.000 a tonelada. A produção de níquel de 2009 ficou 5% acima da de 2008 em virtude de reformas parciais no começo do ano, que possibilitaram o adiamento da manutenção de um forno e permitiram que a produção da Codemin alcançasse mais de 9 mil toneladas de níquel. Apesar do lucro operacional mais baixo, houve um aumento de 32% no volume de vendas de níquel, principalmente no segundo semestre de 2009, devido ao aumento da produção chinesa de aço inoxidável e a importações.
Para as vendas de nióbio, a crise de 2009 continuou afetando os mercados tradicionais, como Estados Unidos e Europa, tendência já constatada em 2008. Apesar de a demanda mundial por nióbio ter sofrido uma redução muito forte no ano, foi registrado um crescimento do consumo pelos mercados emergentes – particularmente nos setores automobilístico e de infraestrutura –, o que contribuiu para o aumento das vendas para países como Rússia, Índia e China. Essa alta se deveu à estratégia da Anglo American de expandir sua base de clientes e de mercados. A Mineração Catalão gerou um lucro operacional de US$ 106 milhões, 36% superior ao de 2008, com volume de vendas de 5.200 toneladas de nióbio – que representa uma elevação de 12% devido ao aumento da produção da planta do Projeto Tailings.
